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quinta-feira, 2 de abril de 2015

Pergunta Sandra Veroneze...* Antonio Cabral Filho - Rj

caderno7
PERGUNTA SANDRA VERONEZE…
Caros,
Gostaria de saber quais são os sites ou blogs de literatura que vocês gostam, curtem…
Onde se informam sobre novos autores, novas obras, novos trabalhos!
Se puderem compartilhar, desde já fico grata…
Afinal, vontade de se atualizar e sempre aprender aqui é uma constante!
Grande abraço  
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ANTONIO CABRAL FILHO RESPONDE

Vixe! Essa pergunta é difícil de responder. Sobretudo para quem é poeta. Não creio que os prosadores sejam muito diferentes, mas os poetas sofrem de “informatite”, uma doença que ataca gente louca por novidade, da qual sou vítima terminal. 

Minhas fontes são muitas e díspares. Além da biblioteca, uso muitos sites, nos quais agora se inclui também o PRAGMATHA; mas o mais antigo é o JORNAL DE POESIA, editado pelo insigne Soares Feitosa; depois, o Selmo Vasconcelos; a seguir, a ESCRITA BLOG, do Wladyr Nader – SP. Não é só porque estou neles. Não. Aliás, estou neles porque busquei-os! Mas devido a essa secura por informação que percebo neles também, isso nos aproximou. Quem edita sabe que geralmente acontece um pouco de empatia entre editores e publicados, e, no meu caso, só me falta poder ir tomar um café com cada um dos meus companheiros, inclusive a Sandra Veroneze, aliás, chimarrão. 
Costumo brincar dizendo que as minhas NOVIDADES não estão nas livrarias top de linha, mas nos sebos e nos blogs da rapaziada. Não é ofensa nenhuma com as livrarias, mas é que a necessidade das vendas afasta o livro de poesia do primeiro balcão, escondendo-o nas prateleiras do assunto, e intoxicando as meninas com romances “picantes”, sem se disporem a ressaltar que ler poesia pode tornar a mente delas tão picante quanto lendo aqueles romances. Mas para sanar o problema dessas meninas, que podem estar entre os 15 e os 90…, eu convidaria a acessarem o meu blog CABARET ESPIRITUAL, só de poesia humorística, poemas piadas e brincadeiras. Que tal? Clique aqui…http://1acf13.blogspot.com.br/ 
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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

SELMO VASCONCELLOS ENTREVISTA ANTONIO CABRAL FILHO * Antonio Cabral Filho - Rj

PORTAL SELMO VASCONCELLOS
www.selmovasconcellos.com.br 
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ANTONIO CABRAL FILHO –

 ENTREVISTA 6


ANTÔNIO CABRAL FILHO 

ENTREVISTA - LINK...http://www.selmovasconcellos.com.br/colunas/entrevistas/antonio-cabral-filho-entrevista/   
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SELMO VASCONCELLOS – Quais as suas outras atividades, além de escrever ?
ANTONIO CABRAL FILHO – Sou operador de caixa de supermercado.
SELMO VASCONCELLOS – Como surgiu seu interesse literário ?
ANTONIO CABRAL FILHO – Do contato com repentistas e violeiros do sertão mineiro.
SELMO VASCONCELLOS – Quantos e quais os seus livros publicados dentro e fora do País ?
ANTONIO CABRAL FILHO – Já publiquei quatro livros de bolso e participo de duas antologias. A primeira da UFF e a segunda da ANE, Associação de Escritores de Niterói.
SELMO VASCONCELLOS – Qual (is) o(s) impacto(s) que propicia(m) atmosfera(s)
 capaz(es) de produzir literatura ?
ANTONIO CABRAL FILHO – Qualquer coisa me inspira.
SELMO VASCONCELLOS – Quais os escritores que você admira ?
ANTONIO CABRAL FILHO - Lima Barreto,mais que Machado de Assis, pois ele retratou a vida operaria com paixão.
SELMO VASCONCELLOS – Qual mensagem de incentivo você daria para os novos poetas ?
ANTONIO CABRAL FILHO – O poeta tem que ser um romântico revolucionário em tempo integral.
POEMAS

FAIXA DE GAZA
Nos recreios da escola
Pintava sempre uma briga
Pra divertir a galera.
Aí eu riscava no chão
Uma linha e gritava
“qué briga pisa aqui”
E abria – se logo um círculo
De platéia para os brigões
Mas às vezes era richinha
Coisa pouca para uma briga
Então eu riscava a linha no chão
E gritava “Qué apanhá pisa aqui”
E sem saber nada de guerras
Nem de oriente médio,
Eu tinha inventado
A “faixa de gaza”.
SUPLÍCIO DE NIETSCHE II
Nietsche proclama
A todos os ventos
Que “o espírito do poeta
Precisa de expectadores,
Nem que sejam búfalos”…
Vinicius também proclama
Para além dos quatro ventos
“as feias que me perdoem
Mas a beleza é fundamental.”
Não sou Jesus, mas imploro :
-Pai, perdoa-lhes.
Eles não sabem
O que é subjetividade.
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Nuvens no varal
Lavadeiras do Rio Doce
Entoam canções
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